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Através do Programa de Produção, a ASSEMA tem incentivado o modelo de agricultura orgânica. Esse sistema, chamado agroextrativista, é sustentável e ecológico, porque permite a recuperação da produtividade na agricultura familiar, por meio de plantios sem queimadas e sem agrotóxicos, com adoção de técnicas e insumos adequados ao sistema, consorciando culturas anuais e permanentes com palmeira de babaçu. O trabalho teve início há cinco anos, com o desenvolvimento da pesquisa Ensaio Técnico no Agroextrativismo, junto a famílias no Centro do Coroatá, município de Esperantinópolis. A experiência está sendo amplianda e atualmente 50 famílias de vários povoados de Esperantinópolis e Lago do Junco trabalham com roças orgânicas e ecológicas, que envolvem culturas anuais como arroz, milho e mandioca, consorciados com a palmeira do babaçu. No município de Lima Campos 11 famílias da Associação dos Agricultores da Gleba Riachuelo participam da e xperiência consorciando o plantio de banana, abacaxi, caju, jaca e mamão com leguminosas, árvores madeireiras da região e a palmeira do babaçu. Em Lago do Junco, a ASSEMA assessora uma escola familiar agrícola que atende atualmente 42 j ovens entre 12 e 18 anos de oito comunidades. Lá, os jovens aprendem técnicas de produção diversificada, no sistema integrado que inclui o plantio de roças, criação de pequenos animais, hortas medicinais e alimentícias. No município de São Luís Gonzaga, na comunidade de Santana, um grupo de oito mulheres está desenvolvendo sistema agroextrativista consorciando fruteiras com palmeiras de babaçu.